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E nasce Storylândia, o podcast.

Atualizado: 8 de set. de 2022

Você gosta de ler livros, ler e-books, ver séries, ver filmes? Você gosta de histórias? Então, esse papo é para você? Eu sou Anna Grego e junto com meu Co-Host Eduardo Grego, criamos o Storylândia.


https://spotifyanchor-web.app.link/e/dH3HsRlxWsb



E por quê? Para quê?

Como vai funcionar?


A cada episódio vamos falar sobre um livro, falar sobre uma série, falar sobre um filme, falar sobre histórias reais. Vamos trazer autores. Especialistas na área de literatura e narrativa. Tudo que envolve e engloba esse universo narrativo. De onde vem e como as histórias acontecem.

Para você que gosta desse mundo, vai ser demais!


Já pensou que bacana você poder escutar da boca do próprio autor como ele criou aquela história que você tanto gosta ou que ainda vai conhecer? Como ele criou aquele universo? De onde vieram as ideias? Vai ser incrível.


Essa é a nossa ideia.


No primeiro episódio conto um pouco como tudo começou. Dá uma espiadinha!


Anna Grego: Porque eu comecei a escrever? Eu acho que para todo mundo existe um gatilho, um estopim que faz você mudar de direção. E eu lembro muito bem as datas dos que aconteceram comigo. Claro que foi gradativamente, não foi do dia para noite.


Mas eu lembro de 1998. Você lembra desse ano?


Ano de copa do mundo.


Lembro do Brasil perdendo a final por 3x0 para a França que era a anfitriã daquela edição. Um ano marcante. E teve um outro evento muito especial para mim, e marcante para o mundo, que foi o lançamento do Titanic.


Sim! Titanic.



E eu lembro muito do Titanic, que era uma febre. As escolas abarrotavam os ônibus para ir assistir no cinema e eu lembro que havia estudantes sentados no chão, dentro da sala de cinema, para poder assistir de tão lotado que ficava. Então, foi um verdadeiro fenômeno, mesmo. Eu nunca vi nada igual assim. Vingadores chegou muito próximo. Mas não, não foi, porque Titanic ficou o ano todo em cartaz. Não pense você "meu Deus Anna que cafona! Titanic". Para mim não foi cafona, para mim foi algo que me abriu os horizontes para o como contar uma história para o cinema. Fazer cinema. Quando eu entrei na sala de cinema e quando o filme começou, parecia que eu ouvia sininhos.


Parecia que tudo brilhava. Com a edição de som, com a edição de imagem, com os efeitos que hoje já parecem ser mais ultrapassados, mas, na época eram muito legais. Todo o capricho que usaram no filme. Não foi só por causa do romance.

E eu sei que saí do cinema aquele dia com alguma coisa dentro de mim que eu não sabia explicar.


Quando eu cheguei em casa, a vontade que eu tinha era de contar aquilo pra alguém, mas só contar não adiantava. Eu tinha que registrar aquilo. Na minha casa tinha uma máquina velha de escrever. Sabe aquelas máquinas?


E eu lembro que eu sentei, peguei um monte de folhas e fui digitando igual a uma louca.. Nem sabia digitar direito na máquina, tentando colocar no papel tudo aquilo que eu lembrava da história. E foi a primeira vez que eu escrevi uma história. Por mais que fosse a história dos outros, foi a primeira vez que eu parei para escrever.


Depois acompanhei o Oscar desde então. Nunca mais eu perdi um. Nunca mais rsrs. A partir daí, eu comecei a assistir todos os anos e acompanhar o cinema. Ler sobre cinema. Então foi o primeiro gatilho, né? Foi o primeiro caminho que eu comecei a trilhar. Dez anos depois... olha como demora. Eu nunca tinha cogitado escrever profissionalmente...mas havia uma inquietação.


Para mim parecia uma coisa tão distante. Não era para as pessoas comuns a escrita. Eu tinha impressão que era uma coisa que não ficava ao alcance da mão. Essa era minha impressão. Não sei qual a sua impressão. Como é que você vê isso? Mas para mim era assim. E um dia eu trabalhava no faturamento de uma empresa. Olha só que diferente! E eu sempre li as notícias do dia e tudo mais. Acompanhava a revista Veja. Sempre acompanhei a página de cinema, a página de literatura e tinha uma entrevista com uma autora, uma autora novata, Stephanie Meyer. O ano era 2008. O Brasil não conhecia ela, mas ela era uma expoente lá fora. Por isso, a Veja a chamou para fazer a entrevista. E eu comecei a ler a entrevista sem saber quem era ela.


A autora de Crepúsculo não era famosa. E ela contava que sonhou com a história e sentiu assim uma ânsia de escrever. Colocou no papel em três meses aquela história e aí surgiu o livro. E eu pensei Caramba!, se ela conseguiu, ela contando a história dela, que ela era uma pessoa normal, igual a mim. E ela conseguiu. Olha só se ela conseguiu, por que eu não consigo? E a partir daí, então, eu comecei a colocar essa ideia na cabeça. Eu falei, vou escrever. E a partir daquele ano, eu comecei a perseguir a minha história. Até que depois de muito tempo nasceu. Mas esse foi o gatilho e esse foi o estopim para mudar de direção, mesmo.


Eduardo Grego: Poxa vida, é legal, né? Nós vemos como as coisas caminham. Vendo duas situações da sua vida e sua história, que tem tudo a ver com o nosso podcast. Eu me lembro que eu não tinha tanto hábito de ler até o dia 4 de janeiro de 2002, quando, eu também fui ao cinema uma das obras fantásticas do Peter Jackson, O Senhor dos Anéis, a sociedade do Anel.


Assisti, sem conhecer nada.


E aí descobri que não era do Peter Jackson.


Era do J.R.R. Tolkien. Não tive paciência de esperar o próximo filme e fui atrás do livro. Aí, começando a ler, conheci esse mundo de fantasia. E me apaixonei.


Agora, como você Anna, já é escritora, acaba entrando um pouco mais na parte técnica. Existe essa parte de distopia, a fantasia, parte épica, e o romance também.


Anna Grego: E também, romance não é o romance de par romântico apenas. É um estilo de escrita. Vamos conhecer vários romancistas...


Isso tudo foi só uma introdução do que vem por aí.

Então não perca! Vamos trazer autores. leitores, pessoas que amam ler, pessoas que amam histórias, pessoas, gente como a gente, que gosta de histórias.



E mais, quer saber mais? Me segue lá no Instagram. Anna Grego autora ou acesse meu site annagreg.com.


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